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Localizada no quilômetro 10 da CE-065, em Maracanaú, a Fazenda Raposa abriga 17 dos 24 tipos de palmeiras existentes no mundo, possuindo o maior número de espécies do gênero “copernicia” e o maior acervo da América Latina. Tudo isso está a disposição da Comunidade Mundial dos Cientistas numa área que compreende 147 hectares

O projeto Fazenda Raposa tem suas origens no ano de 1937, com a chegada da multinacional S.C. Johnson e Son Inc ao local. A empresa norte-americana cultivou um centro de pesquisa com palmeiras até junho de 1969.

Em 1970, o terreno onde se localizava o centro de pesquisa foi doado à Escola de Agronomia da Universidade Federal do Ceará (UFC), através de um convênio entre o Governo do Estado e a universidade. Estava criado, então, o projeto Fazenda Raposa. Os objetivos eram valorizar a coleção de “copernicia”, introduzir novas espécies de palmeiras e tentar representar, na área, os diversos ecossistemas do Estado do Ceará.

O projeto prevê espaços de uso comunitário, idealizados pelo paisagista Roberto Burle Marx. Entre eles, estão praças, quiosques, caminhos para pedestres, uma área botânica medicinal e um centro de hortícola para a produção de mudas e sementes. Entretanto, tais equipamentos nunca saíram do papel.

Depois de passar mais de 30 anos praticamente abandonada, a Fazenda Raposa finalmente se tornará uma realidade. O projeto já dispõe de recursos destinados a sua concretização através de emendas individuais apresentadas ao Orçamento da União pelo prefeito Roberto Pessoa, quando deputado federal (R$ 700 mil) e pelo também deputado federal João Alfredo (R$ 100 mil).

 
 
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