O custo da cesta básica em Maracanaú voltou a pressionar o orçamento das famílias em fevereiro de 2026. De acordo com levantamento do PROCON Municipal, o valor médio dos itens essenciais chegou a R$ 706,60, alta de 5,12% em relação a janeiro, quando o conjunto custava R$ 672,20. Com o salário-mínimo vigente em R$ 1.621,00, o trabalhador compromete 43,59% da renda bruta apenas para adquirir os produtos básicos de alimentação, higiene e limpeza.
A pesquisa identificou diferenças expressivas entre os menores e maiores preços praticados nos estabelecimentos analisados. A carne bovina de segunda apresentou a maior disparidade do setor alimentício, variando 303,94% e indo de R$ 9,90 a R$ 39,99 o quilo. O alho registrou diferença de 271,32%, enquanto o papel higiênico teve variação de 285,84% no segmento de higiene. No setor de limpeza doméstica, o sabão em pó apresentou oscilação de 251,80%, entre R$ 1,39 e R$ 4,89.
No comparativo entre janeiro e fevereiro, alguns itens tiveram aumento expressivo nos menores preços encontrados. A batata inglesa liderou as altas, com avanço de 102,69%. O sabão em barra subiu 44,41%, seguido pelos ovos, que acumularam alta de 40,04%. Em sentido oposto, o menor preço da carne bovina de segunda caiu 50,48%, enquanto o leite em pó apresentou redução de 27,03%.
A coleta de dados incluiu dez estabelecimentos situados nos bairros Centro, Jereissati I, Luzardo Viana, Piratininga e Distrito Industrial. Mercadão São Luiz, Atacadão e Assaí registraram ausência de apenas um item da lista no momento da visita dos pesquisadores. Os demais pontos apresentaram todos os produtos analisados.
Diante das bruscas oscilações, o PROCON orienta que os consumidores comparem preços antes de comprar. Em alguns casos, a escolha do estabelecimento pode representar uma economia superior a 300% em um único item.