Implante contraceptivo de longa duração começa a ser aplicado na rede pública de saúde

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Primeiros procedimentos serão realizados em 12 de março na Unidade Básica de Saúde (USF) Flávio Belisário após etapa de avaliação e cadastro iniciada em janeiro.

A rede municipal de saúde de Maracanaú iniciará no próximo dia 12 de março a aplicação do implante contraceptivo subdérmico de etonogestrel, método de longa duração com eficácia de até três anos na prevenção da gravidez. Os primeiros procedimentos serão realizados na Unidade de Saúde da Família(USF) Flávio Belisário, contemplando pessoas que já passaram pelo processo de avaliação iniciado em janeiro pela Secretaria Municipal de Saúde.
As solicitações para acesso ao método começaram a ser registradas em janeiro deste ano, quando a Secretaria de Saúde iniciou a organização do fluxo de atendimento previsto em portaria municipal que regulamenta a oferta do método na rede pública.
A introdução do implante contraceptivo faz parte de uma estratégia do Sistema Único de Saúde (SUS) para ampliar as opções de métodos contraceptivos e fortalecer as ações de prevenção de gestações não planejadas.
O implante contraceptivo é um pequeno bastonete flexível colocado sob a pele do braço. O dispositivo libera o hormônio etonogestrel de forma contínua no organismo, impedindo a ovulação e reduzindo significativamente as chances de gravidez.
Reconhecido pela alta eficácia e praticidade, o método é considerado uma alternativa segura para quem busca uma opção contraceptiva que não exige uso diário, como ocorre com pílulas anticoncepcionais.
A inserção é realizada por profissional capacitado da rede municipal de saúde em procedimento simples e rápido, com anestesia local, na região interna do braço.
A eficácia do método começa a partir de um dia após a inserção do implante. Caso a pessoa deseje interromper o uso, a retirada pode ser solicitada a qualquer momento em uma Unidade de Saúde da Família, sendo realizada por profissional capacitado. Após a retirada, a fertilidade retorna imediatamente, permitindo que a pessoa volte a engravidar se assim desejar.
De acordo com a regulamentação municipal, o implante pode ser utilizado por pessoas com capacidade gestacional entre 14 e 49 anos, mediante avaliação clínica realizada por profissionais da rede de saúde.
Antes da inserção, é fundamental que o usuário converse com o médico ou enfermeiro da unidade de saúde, para avaliação das condições clínicas, possíveis contraindicações e orientação sobre eventuais efeitos colaterais do método.
Para adolescentes entre 14 e 16 anos, é necessária autorização do responsável legal.
A política municipal também prevê acesso ao método para mulheres cisgênero, homens trans e pessoas não binárias com útero, garantindo respeito à identidade de gênero e ao uso do nome social.
Neste primeiro momento, a oferta do implante terá prioridade para pessoas em situação de maior vulnerabilidade social e reprodutiva, conforme diretrizes das políticas públicas de saúde.

Entre os grupos prioritários estão:
• pessoas em situação de rua
• pessoas com transtornos mentais graves
• pessoas vivendo com HIV/Aids
• pessoas em tratamento de tuberculose com medicamentos específicos
• pessoas em uso de talidomida
• profissionais do sexo
• adolescentes em risco de gravidez precoce, mediante avaliação da equipe de saúde

A priorização ocorre porque esses grupos enfrentam maiores dificuldades de acesso regular aos serviços de saúde e aos métodos contraceptivos, o que aumenta o risco de gestações não planejadas. A estratégia busca ampliar o acesso ao planejamento reprodutivo e garantir maior proteção a populações em situação de vulnerabilidade.
Pessoas interessadas em obter mais informações sobre o implante contraceptivo podem procurar a Unidade de Saúde da Família (USF) mais próxima de sua residência.
Nas unidades, a equipe de saúde realiza a avaliação clínica, orienta sobre o funcionamento do método, possíveis contraindicações e eventuais efeitos colaterais.

Caso haja indicação para o uso do implante, o processo segue algumas etapas definidas pela Secretaria Municipal de Saúde, incluindo:
• avaliação clínica realizada por médico ou enfermeiro
• preenchimento de formulário com informações de saúde,sociais e registro de consentimento.
• análise do pedido pela coordenação do programa de saúde da mulher
• agendamento do procedimento de inserção do implante

Após a aplicação, o usuário permanece em acompanhamento pela equipe de saúde da unidade.
A introdução do método na rede municipal reforça as ações de planejamento reprodutivo e saúde sexual, ampliando as opções contraceptivas ofertadas pelo SUS e contribuindo para a prevenção de gestações não planejadas.
O implante contraceptivo foi incorporado ao Sistema Único de Saúde em julho de 2025, como parte das estratégias do Ministério da Saúde para ampliar o acesso a métodos contraceptivos de longa duração. A expectativa do governo federal é alcançar 1,8 milhão de implantes distribuídos no país até julho de 2026, nesta primeira fase de implementação.

Saiba mais
O que é o implante contraceptivo?
O implante contraceptivo é um método moderno de prevenção da gravidez classificado como contraceptivo reversível de longa duração.
Inserido sob a pele do braço, o dispositivo libera hormônio continuamente no organismo e pode permanecer ativo por até três anos, oferecendo alta eficácia na prevenção da gravidez. Entre as vantagens do método estão a praticidade, a alta eficácia e o fato de não exigir uso diário. Caso a pessoa decida interromper o uso, o implante pode ser retirado por profissional de saúde e a fertilidade retorna imediatamente após a remoção.