A Prefeitura de Maracanaú, por meio da Secretaria de Saúde, divulgou a programação oficial da Campanha Janeiro Roxo, que acontece ao longo do mês de Janeiro e tem como objetivo conscientizar a população sobre a Hanseníase, doença infecciosa que ainda representa um desafio de saúde pública no Brasil, especialmente por seu histórico de preconceito e pelo impacto físico e social quando não diagnosticada precocemente.
Instituída no Calendário Nacional de Saúde, a campanha utiliza a cor roxa como símbolo de mobilização para reforçar a importância do diagnóstico precoce, tratamento adequado e combate ao estigma da doença, que é tratável e curável pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
O que é o Janeiro Roxo?
O Janeiro Roxo é dedicado à conscientização e ao enfrentamento da hanseníase, uma doença infecciosa causada pela bactéria Mycobacterium leprae, que afeta principalmente a pele e os nervos periféricos, podendo causar sequelas físicas se não for tratada em tempo hábil. A campanha busca informar a população sobre os sinais e sintomas, estimular a busca por atendimento médico e promover ações educativas para reduzir o preconceito e garantir acesso ao tratamento.
Programação de ações em Maracanaú:
A programação da Campanha Janeiro Roxo em Maracanaú foi organizada pela Secretaria de Saúde e inclui diversas atividades ao longo do mês, visando ampliar o alcance das informações e facilitar o acesso da população aos serviços de saúde. Confira as principais ações:
(12 a 16 de janeiro):
12/01: Dia de intensificação na USF João Pereira de Andrade II (JPA II) com entrega de material educativo, além de salas de espera e avaliação de manchas na USF Luís de Queiroz Uchôa (Alto Alegre I).
12 a 16/01: ACS realizam aplicação do QSH em diversas unidades, incluindo USF Luiza Targino (Olho D’Água), USF Almir Dutra (Timbó) e USF Elias Boutala.
15/01: Ação integrada na USF Vicente Severino (Horto) com avaliação do QSH, testes rápidos, vacinação e orientações sobre Hanseníase.
16/01: Palestra sobre tratamento pelo SUS na USF com atendimento reservado para pacientes com QSH alterado.
(19 a 23 de janeiro):
19/01: Atividades educativas sobre mitos e verdades da hanseníase e nutrição na USF Vicente Severino (Horto), além de busca ativa no Polo Indígena.
20/01: Discussão sobre direitos do paciente com hanseníase no SUS na USF Luiza Targino (Olho D’Água) e roda de conversa sobre inclusão na USF Elias Boutala.
22/01: Dia de cuidado integral à hanseníase na USF João Pereira de Andrade II (JPA II) e oficina de autocuidado e reabilitação na USF Elias Boutala.
23/01: Atividades educativas sobre sinais, sintomas e desmistificação da doença em várias unidades, como USF Maria Heleny Matos (Santo Sátiro).
(26 a 30 de janeiro):
26/01: Palestra sobre a importância da saúde mental na hanseníase na USF João Pereira de Andrade II (JPA II) e avaliação dermatoneurológica de casos suspeitos na USF.
28/01: Dia “D” de avaliação de manchas com testes de sensibilidade na USF Luís de Queiroz Uchôa (Alto Alegre I).
29/01: Encerramento do mês de conscientização na USF com coffee break e palestra para profissionais sobre acolhimento ao paciente com hanseníase na USF Swell Angelin (Jacanaú).
Ações contínuas ao longo do mês:
– Busca ativa de casos suspeitos e aplicação do QSH pelos ACS em todas as regiões;
– Avaliação médica e de enfermagem dos questionários alterados;
– Rodas de conversa, palestras educativas e salas de espera temáticas;
– Atendimento multiprofissional envolvendo enfermeiros, médicos, psicólogos, fisioterapeutas, nutricionistas, assistentes sociais e dentistas.
Segundo a Secretaria de Saúde de Maracanaú, o Janeiro Roxo é uma oportunidade de reforçar a necessidade de detecção precoce da hanseníase, condição que tem maior chance de cura quando tratada desde o início, e de combater o estigma ainda associado à doença. A organização ressalta que o tratamento é gratuito e disponibilizado pelo SUS, sendo vital que a população esteja atenta aos sinais, como manchas na pele com alteração de sensibilidade, dormência ou fraqueza nas extremidades, buscando atendimento quando necessário.
A campanha também propõe a participação ativa da comunidade, profissionais de saúde e instituições parceiras para fortalecer a comunicação, ampliar o alcance das ações e promover uma sociedade mais informada e saudável.